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A Arte de Saber Amar

Relações humanas não são fáceis, mas alguns fazem questão de complicá-las ainda mais. Me revolta quando vejo uma pessoa se deixando explorar. Praticamente pagando pra ter amizade, pensando muitas vezes que se não tiver algo a oferecer ninguém vai lhe querer, isso em questão de relacionamentos de amizade e também amorosos. Há um ditado que diz: viver todo mundo vive, mas saber viver são poucos. Costumo dizer que amar todo mundo ama, mas saber amar são poucos. Muitos relacionamentos se resumem a: “eu te amo, você me ama?” “amo”, às vezes não sabe nem porque ou o que ama na outra pessoa, mas o eu te amo sai no automático.

É um tal de chamar de “amorzinho”, “benzinho”, “docinho”, “lindinho” e tantos “inhos” mais quanto sua imaginação permitir. Nada contra tais adjetivos no diminutivo, desde que não fique somente nisso. Desde que o carinho, o agrado e o elogio sejam sinceros e desinteressados de qualquer vantagem que o outro possa oferecer. Conheço pessoas que não sabem o que é ser surpreendido, o que é receber carinho sem ter que pagar jantares, presentes, jóias etc. Pessoas que já foram machucadas por relacionamentos anteriores e chegam numa nova relação carregando uma bagagem de sofrimento, dúvidas, desconfiança e um aprendizado errado; essas são mais suscetíveis a oportunistas.

Já vi pessoas que por desejarem a qualquer custo um namoro, escolheram alguém de fora da igreja e pra manter a pessoa indo aos cultos pagava ótimos jantares após o término de cada culto, sempre um passeio diferente, afinal se não fosse isso; sem as vantagens oferecidas seria impossível manter a pessoa frequentando a igreja.  Nesse caso, a pessoa acaba aceitando tudo não somente pelas vantagens oferecidas de momento, mas visando vantagens maiores no futuro.

Será que um sentimento puro e verdadeiro precisa disso? Desses artifícios para manter alguém ao seu lado? Claro que não.

Ainda acredito no amor, naquele que para a maioria está fora de moda. Dizem que o amor é cego, mas não é. A paixão é cega, o amor não. O amor enxerga as qualidades e os defeitos da pessoa amada, e ama mesmo assim, imperfeito e consciente. O amor é construção, edificação. Um tijolo de cada vez unidos pela argamassa do amor. Quem sabe amar compreende o amor como uma arte, algo que vai além do simples fato de sentir, vem junto com a necessidade de fazer com que o outro saiba que é amado, demonstrando com muito mais do que eu te amo. Não são poucas as pessoas que não se contentam mais com um simples eu te amo, pois essas três simples palavras já se tornaram banalizadas, é comum ouvir: “eu amo isso” “amo coca-cola” “amo meu carro”. Dizer que ama não significa amar. Saber amar é entender as necessidades do outro, saber expressar o amor da forma que ele compreende, se é com palavras então que sejam ditas, se é com atitudes específicas então que sejam feitas.

Amor não é exploração ou manipulação, não é obtenção de vantagens, não é dependência; é plantar e colher, uma conexão, um encontro perfeito.  Amor é um empenho diário de duas pessoas a fim de que cheguem a ser tudo aquilo que Deus sonhou para eles como casal.

EU TE AMO! Como posso demonstrar nesse momento para que saiba que é verdade? Acredito que orando por você.

Seja Feliz.

Autor: Ana Lucia Salles

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